segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Obra

Esses olhos me açoitam dia e noite
Tanto que, minha referência da cor azul deixou de ser o céu
Em lapsos de memória, revivo de forma alearia... você
Contratos, distratos, treinamentos, reuniões...
E no meio disso tudo, consigo sentir novamente minha boca nos teus dedos
Seus beijos percorrendo meu rosto e o meu sorriso incontido perde a timidez
A essa altura, já perdi alguns sentidos. Não tenho audição... olfato... visão...
Tudo ao meu redor some e o dia de hoje vira a noite de ontem.
E então desejo o tato... o paladar... Salivo por tua boca.
Volto a realidade e busco o celular, digito um quilômetro lutando contra o maldito corretor
E... apago.
Não quero te assustar.
Mas é tanta coisa boa se passando aqui dentro, ao mesmo tempo, que quero compartilhar contigo.
Viver tudo assim, tão plenamente...
Sou um cara de sorte.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Sofá

Tive que parar pra respirar depois de ouvir a trilha de ontem
Impressionante como foi só deixar a vida seguir
Pra conseguir sorrir
Não se pode apressar
Nem represar sentimentos
Deixa a água passar
Larga da margem, vai pelo turbilhão
A corrente vai te levar
Não se espante, o pranto é passageiro
Tente ser…
Não tente.
Seja.
Você
Viva você e não viva lembrando de como poderia ser.
Foram dias lindos. Certamente.
Lembremos deles assim, mas não no cotidiano.
Vamos criar novas memórias, não precisa ser em dupla.
Seja por você. Seja pra você.
Que os sorrisos venham leves e sem pretensões.
Que sejam simplesmente, sorrisos.
Segure as rédeas de uma vez e pare de falar de quem passou.
Fale de você. Mas fale pessoalmente.
Estamos largando o convívio social pra nos limitar-mos a essa maldita tela de 4”.
Faz mal pros olhos… Faz mal pro cérebro… Faz mal pra vida.
Não resolva sua vida com aplicativos. Afinal, eles não resolvem. Criam soluções paliativas. Soluções estas, que seriam muito melhor indicadas por um amigo, numa mesa de bar, ou no ponto de ônibus mesmo.
To deixando os ônibus passarem. Só pra ter mais tempo pra conversar. Com quem quer que seja. Principalmente com quem não conheço. Exercita a vida e agora, quase todos os dias, abro um sorriso em cumprimento a pessoa que troquei uma ideia na noite anterior. Massa demais isso!
Não tecle, ligue e marque. E vá. (Ir é muito importante. Sei que é óbvio, mas é importante reafirmar)


Não busque respostas.
Pare de usar frases interrogativas. Afirmações são bem melhores. O ponto tá tão feliz na exclamação que até fica com o braço levantado acima da cabeça.


A mensagem é essa. Seja você, por você e pra você.



(Trecho de conversa na hora do almoço)

terça-feira, 26 de agosto de 2014

About a past

Esquece o tempo e deixa o vento contar
Nossa história aos 4 olhos que brilham como os nossos
Do outro lado do mundo

domingo, 17 de agosto de 2014

A Lei

A vida dá
O tempo cobra

domingo, 10 de agosto de 2014

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

És clama a ação!

Ciclos!
Círculos!
Sem quina!
Sem rotina!
Sem calmaria!
Sem pasmaceira!
Sem queira ou não queira!
Queira! Inteiro! Intenso! Imenso!
Podemos ser! Queremos ver! Somos!
Vamos onde nos levamos. Levantamos!
Guerreamos, perdemos, uma ou duas batalhas!

A glória vem! Cremos! Oremos! Vivemos e sejamos...
Nós! Os responsáveis pela nossa história, de antes até o depois.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Segunda-feira

A segunda-feira é de sentimentos distintos.
O gás, a explosão, frente ao desafio que o corpo impõe.
E o desanimo, ao lembrar que o almoço não terá pimenta.
Já começa a diluir esse trago de Bukowski de mim.
Bebo água pra curar a ressaca, mas a moral já foi pro cacete.
A vontade ainda é de ser sujo, alpha, animal.
Que os instintos dominem e que a sociedade se foda.

Segunda-feira é dia de reler Bukowski.
Inspirar-me em goles curtos e pesados.
Sem gelo.
Puro, rascante.
E sentir tudo outra vez.

Segunda-feira é de me sentir culpado ao orar.
Não sou digno disso. Talvez nem queira ser… Talvez, o talvez já seja pecado... e talvez eu já não ligue pra isso, porque talvez...
Já não seja segunda.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Da última sexta

Mais uma história se inicia em minha cabeça
Sou desses que vive dias a pensar em cenas, falas, cheiros, gestos
Me entrego e derrubo meus escudos de verdade pra’quela que não sabe nem meu nome
Consegui ver seu sorriso de perto durante umas duas, três músicas
Foram uns 10 minutos esquecendo a distância de casa, esquecendo o frio, esquecendo até que todos estavam me olhando. Fui notado, ao lado dela.
Ei... você que passa aqui todos os dias às 16:47h
Obrigado pela dança e obrigado por sorrir quando o convite surgiu
Precisava só disso pra ficar calmo e ficar bem
Qual o seu nome mesmo?
De que área você é?
E na sexta ou no sábado você quer jantar o que?
Só quero saber mais de você
Ver se você curte aquela música que eu curto
Te contar um pouco sobre mim e sobre minhas manias e minha baixo-estima
Falar que tenho um gato com nome de coadjuvante de novela mexicana
E que minha cadela é lésbica, mas acha que o gato e filhote dela
Você tem bichos?
Você gosta de bichos?

Desculpa… vou respirar agora…
E parar com isso antes de contar coisas sobre meu irmão…
Você tem alguém?

Sim?
Tudo bem… Sem problemas.
Mas ganhar um amigo é sempre bom.
Acho que a gente vai rir junto algumas vezes.
Trocar umas ideias no café da manhã, ou no almoço… Ou lá fora mesmo em algum lugar improvável.

Enfim…
Foi bom te conhecer e bater esse papo imaginário.
Ainda não sei seu nome… E nem se prefere pingo de leite ou paçoca
Mas tá tudo bem
A gente vai hoje, volta amanhã e refaz o que não aconteceu… ainda.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Blecaute

"A vida está na concretude da merda que move o mundo
A vida está na indústria impulsionada a sangue humano
A vida é comer e cagar. E logo preciso comer de novo
Ou encontrar com que fazer amor
Ou participar da matança geral, ou esfolar um porco. Qualquer coisa que me ponha em contato com a vida chamada real"

Maria Rita... Ou... Marcelo Rubens Paiva... Ou... Meu subconsciente trazendo textos e lembranças à tona.

domingo, 13 de julho de 2014

Rotina

O Cheiro acre do meu próprio sangue
Desperta em mim uma nova realidade
Já tenho idade?
Conheço a verdade?
E sempre encontro amor e dor
Em cada tombo reconheço a culpa
Me supero
Catapulto
Relevo... As perdas e as culpas...
Não tenho mais

Só mais um dia pra eu respirar

terça-feira, 8 de julho de 2014

Guardar


Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.

Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.

Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por
ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.

Por isso melhor se guarda o vôo de um pássaro
Do que um pássaro sem vôos.

Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.

Antônio Cícero

quarta-feira, 2 de julho de 2014

sábado, 28 de junho de 2014

Do que se passou...

Já pensei em te contar sobre as letras que escrevo, pensando como seria sentir teu relevo.
Quantas rugas tem seu cotovelo?
Quantas linhas tem a palma da sua mão?
Te admirar a distância não completa minha história.
Preciso aprender a passar do prefácio.
Fácil...
Não consigo fazer disso algo...
Mas se eu te mostrasse meu caderno (que de eterno nada tem), talvez você deixasse eu chegar um pouco mais perto. E contar quantas sardas tem seu nariz.
Posso fazer disso meu passatempo favorito.
Imagino seu sorriso ao te mostrar esses textos bobos.
Talvez me chame de bobo, talvez de bocó.
E um nó me dá na garganta quando não consigo te ver aqui, sentada ao meu lado, depois do almoço, lendo/vendo/ouvindo bobeiras minhas e sorrindo. E que sorriso...
Lembro do primeiro que vi. E nossa! Já fazem alguns anos. Naquela época só achei bonito e não imaginava que eu poderia me apaixonar por ele.

E mais um texto vai para... a gaveta.
Lugar de tantos outros que talvez nunca cheguem a quem os inspirou.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Turbilhar

Eu não quero e eu não vou deixar
De existir
Dentro de mim, um sentimento pulsa
Mais valor! Por favor!
Que ar é esse que nunca tanto me faltou?

E eu reviro um caminhão à frete
Não te mete
Observa a própria obsessão
Não quero o bom
Eu quero o dom
O tom
Além de ver
Me fazer acontecer
E ser o que escolhi ser
Ser o que me vi ser

domingo, 8 de junho de 2014

08/06/2014

Abri os olhos e me vi no seu colo.
Que sorriso lindo!
Seu carinho no meu rosto... Sua voz docinha dizendo que me amava. E eu sorrindo feito bobo com uma lágrima escorrendo pelo canto do olho.
Tudo tão real...
Pena que não era.
Acordei na sala lembrando o sonho e meu domingo passou nublado por mais um amor correspondido em sonhos somente.
Nunca vou me curar dessa doença que me faz querer viver no mundo dos sonhos e que parece me bloquear de me relacionar com alguém no mundo real.

Mas tudo bem, vou dormir. De repente tudo acorda bem amanhã.
E eu...
mais...
leve...

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Fim da primeira parte

"A quantidade de sofrimento nem sempre decide o que é melhor ou pior. Às vezes a coisa certa a fazer causa sofrimento. Sofrer é ruim, mas faz parte"

Daniel Galera

domingo, 11 de maio de 2014

Sorte aos navegantes

Escrevo... rumino pensamentos...
Tento me evadir não sendo claro, mas passando a mensagem criptografada a pessoa certa.
Gravo... Partilho meus sentimentos aos mais próximos...
E quanto chega a hora de aportar e mostrar a minha visão sobre o mundo, o porto fecha e marujo nenhum se entende.

Vou ter que dar a volta na ilha agora.
E tentar uma abordagem menos evasiva e mais intensa.

Sorte aos navegantes

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

16/12/2013



Puro... Sem maldade.
Enxergo, singelo, o toque tímido entre os dedos.
O medo de se entregar.
Certeza de que quer se envolver.
A confissão nervosa, tentando transparecer indiferença.
Não me entenda mal! Indiferença é o que quer sentir. Mas, o foda, é que ela faz diferença.
Esperança de que ela seja seu lar, longe do seu lar.
Eu sei, tudo é muito recente. E indecente é essa confiança, não dada à mim, de escrever sobre isso.
Mas confesso, fiquei feliz por me confiar esta história.

Sendo 1 mês ou 2... 3 beijos ou mais... Viva isso com ela!
Sendo 1 segundo... ou 10... 1 hora... ou meia, faça dos olhos dela mais que uma janela.
E enxergue nos gestos, palavras e cheiros dela.
Faça dela, seu adorno de lapela.
Assim, seu lar vai morar no seu colo.
E... sendo 1 dia ou 2... 1 mês... ou 4 semanas... e meia... Não conte o tempo!
Isso é perda!
Conte quantos traços tem os lábios dela.
E sendo 30... e 2... 15... ou mais... some aos seus e se faça feliz na boca dela.

É muito bom te ver sorrir, amigo!

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Perdão

Quis saber por onde você foi
E o que sentiu por nada fazer pra ser feliz
Meu amigo

Às vezes a resposta tá na nossa cara
Às vezes é questão de opinião
Às vezes a resposta tá na nossa casa
E combater seu próprio inimigo em você
Abrigo, não desista não

Se a felicidade convém
Não cabe a amargura
Madura, a mente seca e a gente não entende
Se te vence a mente impura

Eu senti, não se sente mais feliz em si
(Não) Posso mensurar o teu sofrer
Teu castigo

Às vezes um abraço é o que liberta a calma
Às vezes não há culpa, pois não há perdão
Às vezes me afasto pra não dar a cara
A tapa ao que me cega(mente)
Perdão

Se a felicidade convém
Não cabe a amargura
Madura, a mente seca e a gente não entende
Se te vence a mente impura


sexta-feira, 12 de abril de 2013

Esporro

Esqueço o que passou
É hora de partir
As mágoas deixo ao sol a evaporar tudo o que há de ruir

Lembranças, tão sem mais
É hora de sorrir
A gente aprende a ser o que pensa não ser capaz de ser
Capaz de conseguir

Já não sei mais o que pensar da dor
Desaprendi a chorar
(Re)despedacei a flor
Não peço mais em oração por uma desmistificação
Valores meus e gestos teus entram em rota de colisão
E eu te peço: "Não se faça sofrer em vão"

Remendo o que ficou
É hora de seguir
Seguir em frente e até olhar pra trás
E ter motivos pra sorrir


Já não sei mais o que pensar da dor
Desaprendi a chorar
(Re)despedacei a flor
Não peço mais em oração por uma desmistificação
Valores meus e gestos teus entram em rota de colisão
E eu te peço: "Não me faça sofrer em vão"

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Lua













Sou seu, ser seu
Ser sol, ser céu
Ser só um sol não garantiu
Maré não vai, não vem sem ti
Olha pra mim, volta a sorrir

Sou sol, calor, canção, vitral
Feito de cacos, tela surreal
Sou mar, trovão, um completo boçal
Alguém imperfeito, alguém irreal

Eu enquanto mar, você move marés
Mesmo enquanto sol, me rendo a teus pés

Se só você reflete a mim
Não há outra história sem fim
No fim, me vejo leve e volto a sorrir
Repele minha angústia, reflete meu sorrir

Tão nua, lua, frágil cristal
Feita de cacos, tela surreal
Maré, trovão, desejo abissal
Alguém tão sem jeito, alguém tão real

Eu enquanto mar, você move marés
Mesmo enquanto sol, me rendo a teus pés

domingo, 2 de setembro de 2012

espirro

Consigo ficar bem o dia todo. Bastam 5 minutos pra levar minha alegria embora.
Amanhã vou escalar. Espairecer e ver gente nova.
Preciso mudar de ares e pra isso vou subir alguns metros fisicamente falando. Fazer isso tudo sumir. Esse mal estar.
De repente me dei conta que preciso deletar umas 15 pessoas dos meus contatos. Impressionante como isso tá mudando minha vida. Preciso "repor" algumas peças podres. Tem frutas que aparentam saudáveis, mas quando a gente vira do outro lado, tá lá aquela parte ficando podre. Pior que a parte que estava virada pra baixo, entrava em contato com outras frutas, que também estão apodrecendo.
Antes que tenha que jogar fora todo o cesto, devo cortar logo essas podres e descartar.

Querido diário... vou dormir