domingo, 2 de setembro de 2012
espirro
Amanhã vou escalar. Espairecer e ver gente nova.
Preciso mudar de ares e pra isso vou subir alguns metros fisicamente falando. Fazer isso tudo sumir. Esse mal estar.
De repente me dei conta que preciso deletar umas 15 pessoas dos meus contatos. Impressionante como isso tá mudando minha vida. Preciso "repor" algumas peças podres. Tem frutas que aparentam saudáveis, mas quando a gente vira do outro lado, tá lá aquela parte ficando podre. Pior que a parte que estava virada pra baixo, entrava em contato com outras frutas, que também estão apodrecendo.
Antes que tenha que jogar fora todo o cesto, devo cortar logo essas podres e descartar.
Querido diário... vou dormir
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Juntos ou não...
Enfim, acho que chegou a hora de eu correr o risco de te perder de vez.
Tudo em seu tempo. Talvez a gente fique próximo daqui uns tempos. Juntos ou não, somos bons juntos. Estranho isso né? Mas faz sentido.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Revés

Meu peito rasgado em dor e flor inflama
Eu só queria uma chance de me fazer feliz em você
As noites e notas que me assolam me recordam
Nossos corpos se faltam, você me deixou a mercê
E o que eu falei sobre a espera
Me desespera não te despertar
Procura estrelas na janela
E é bobagem, você sabe, não dá pra enxergar
Enxerga o velho, enxerga o gosto, enxerga o desgosto
Sempre disposto a se sacrificar
Um dia aprende que se vive o que se escolhe
Me dá outro gole e vem me deitar
Aprende e me prende em seus braços, sou sua
Seu edredon é o nosso lugar
Aproveita teu corpo, teu colo, teu gozo
Nossas noites nunca vão terminar
Me encanta cantando, me come com os olhos
Sem pudor na hora do jantar
Esquece o que eu disse e volta pro mundo
Tenho que parar de te ligar...
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Vai dar tudo certo
Não, não estou feliz por ver a pessoa mal, mas sim por ter essa percepção. E essa percepção está me fazendo respeitar os sentimentos dela e parar pra repensar todos os meus atos. Não quero machucar ninguém. Não quero machucá-la. Quero te ver feliz. Mesmo que seja preciso manter distância por um tempo.
Não por você... Você sabe lidar muito bem com as coisas. Mas por eu mesmo. Meto os pés pelas mãos e não será toda hora que um percevejo vai aparecer na minha vida.
Não vou falar nada "bonito" aqui. Tentarei guardar isso pras músicas. A propósito, fiz uma música que fala de felicidade, você viu? Ouviu? Acho que sim. =)
São tantos pequenos gestos que eu nem me dava conta do que estava fazendo. Lembrar minhas palavras assim... E perceber que mesmo sem querer ferir, eu feri.
Só espero um dia ser perdoado. Por eu mesmo também.
E como aquele velho pensador amigo nosso disse certa vez... "Vai dar tudo certo"
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Whats App
Obrigado por tudo meus caros... "Com vocês por perto não me falta nada"
Eu quis cantar pra celebrar
Fazer um brinde à quem acompanha o caminhar
Bom dia todas as manhãs
Boas tardes, comemorações
E as noites que nunca terminam
Sorrisos e novos bordões
A casa em silêncio ao ver o sol entrar
Café da manhã vira mesa de bar
E as despedidas sem vontade
Nosso canto lá no Cafubá
Vejo sorrisos em rostos familiares, sorrisos singulares
Até que vejo o quanto a vida me deu pra estar, presente
E tão perto de vocês
Notas hoje tocam a melodia de um dia encerrado
E o violão que sussurrava tristeza se enche de alegria
Na neblina da primavera recente
Aqui os anjos se alimentam
Onde o teto azul irradia
Aqui eles brincam de esquecer quem caiu e não quis se levantar
Sorte minha ter vocês
Meu divã, meu "Alfargan"
Me tira a pressão e aumenta o tesão
de viver
terça-feira, 26 de junho de 2012
Fala que é nóis!

Talvez eu tenha aprendido
Que a maturidade chega...
...em parte
Quando a verdade se faz presente...
...e parte
Quanto sente coragem...
...e arde
Essa escolha de direção
A gente aprende a ser o que pensa não ser capaz de ser
Não por incompetência ou desleixo
Mas por essência de nascença
Temperança como recompensa
Me desculpa pelo bate-papo cortado
Por sair sem avisar, morando ao lado
É que às vezes cai um cisco em cada olho
E eu me recolho e vou soprar em outro lugar
Mas tu sabes que de nós, nos entendemos
E num olhar, compreendemos
Que amor maior que entre nós quatro, não há
E que a felicidade não há de chegar
Pois aqui, entre Garibaldi, Maricota, Netungo e Dado, ela nunca deixou de morar.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Ondina
Ele se sente podre por dentro
Em seu rosto escorre a luxúria
Pelos cantos dos lábios, a sua alma impura
Balbucia inverdades
Abrindo ainda mais a ferida
Esquecendo que pode ser um pouco mais da sua vida
Se sente perdido pois seus desejos não caem do céu
Tudo que prega esvaiu-se pelas mãos
Tão ásperas e tão cegas são as pedras (que atira em si mesmo)
Qualquer escolha que você fizer não vai lhe fazer voltar atrás
Todo caminho que você traçar, só vai te fazer repensar
Me olho no espelho e te peço perdão
Babel parece baixa agora não?
Se sente culpado e não vai encontrar perdão
Cada ato insano.... cada ato tão comum
Olhos abertos. Olhos que não fecharão até que a exaustão
Mas teme que esta seja Ondina
Disfarçada de demônio
Que tenta tomar sua mente, transformá-la em patrimônio
Qualquer escolha que você fizer não vai lhe fazer voltar atrás
Todo caminho que você traçar, só vai te fazer repensar
Me olho no espelho e te peço perdão
Babel parece baixa agora não?
domingo, 26 de fevereiro de 2012
João e o pé de feijão (Prati dizer)
Daí em diante, em minutos, a canção surgiu.
Apresento à vocês: João e o pé de feijão
Tanto à Ti dizer
Me perco por fazer
Dos meus dias um lugar
Difícil de viver
E ter com quem estar
Ter com quem contar
Ter a quem contar
E esqueço e não sei acostumar
E de repente a gente se prende
Um só corpo, num só colchão
Te fazer sorrir
Talvez seja a cura
Pra fazer minha vida germinar
E fazer brotar um pezinho de feijão
Tal qual João, encontrar meu tesouro no céu
E sorrir
Isso pra Ti dizer
Te encontrar no meu querer
Aprumar o teu rumo no meu
E fazer do meu colo um mundo só teu
E de repente a gente se entende
E de um acorde uma canção
Vai te fazer sorrir
Talvez seja a cura
Pra fazer minha vida germinar
E fazer brotar um pezinho de feijão
Tal qual João, encontrar meu tesouro no céu
E te fazer sorrir
Ser a tua cura
E fazer, nosso mundo, um lugar
Te fazer corar o rosto e sentir
domingo, 8 de janeiro de 2012
Learning to Breather
Aqueles que me ensinaram a falar, andar, comer, aqueles que me educaram, me ensinam novamente a respirar juntamente com aquele que eu também ensinei a falar, andar, comer...
Sorte minha estar atracado a este porto seguro.
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
FILMES EM CONTO

E eu que pensava que todas aquelas cenas de besteirol americano só faziam parte da mente de um autor sonhador...
Eram quase oito da noite e tudo caminhava como um dia normal, apesar do meu momento típico "Saga Crepúsculo" (esse eu sabia que era possível, exceto pelos vampiros que brilham no sol e evitam um bom sangue humano), quando a ligação ansiosamente esperada da moça bonita interrompe o meu processo criativo de mandar uma mensagem pra ela (é, inspiração sempre foi um ponto marcante em mim).
Admito que me surpreendi com o convite da moça bonita e parecia que ela já previa qual seria a minha resposta. Lá vou eu pra casa dela (loucura? Pode ser, mas como eu disse, a inspiração é o meu forte)... antes, beijo da mãe, conselho para não esquecer de ligar o farol, limpador de para brisas e cuidado principalmente (cuidado... as mães sempre sabem das coisas... eu desconfio que a minha tenha uma bola de cristal). Liguei o carro, segui as instruções da mãe e cheguei ao destino (destino com os olhos mais lindos que já vi).
Beijo, abraço, beijo, beijo, abraços... um silêncio só de nós dois (seus pais haviam saído), mas a bola de cristal da mãe (minha ou dela, sei lá) resolveu trabalhar quando escutamos o ruído do portão. Lá estava eu embaixo da cama da moça bonita rezando para o Deus que precisava de qualquer forma me ajudar. Porém, quando o pai da moça sentou na cama, imaginei que eu realmente deveria ter frequentado mais a igreja como todos ainda me dizem (ufa, foi só um susto).
Quando enfim os pais dela foram dormir, saí da cama, voltei pra cama, saí da cama, fui pro outro quarto e estávamos novamente apenas eu e ela tentando encontrar uma forma de me tirar de lá e foi o que ela fez (como um besteirol americano brasileiro), conseguindo abrir a porta. Agora eu era Vin Diesel em Velozes e Furiosos correndo pelo quintal da moça e pulando o muro (adrenalina à flor da pele). E finalmente o Jim, Kevin ou Stifler da vida real sorri de novo pra moça bonita ao final de mais uma história imaginada de sonhadores. Mais uma vez o mocinho tem um final feliz (eu disse final? Desculpa! Foi só o começo). Eu sabia que a "Saga Crepúsculo" tinha algo de verdade.
Autor Conhecido que não quer ser reconhecido
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
O outro lado

O tempo não para, eu sei, nem a vida... e o corpo também sempre pede um pouco mais de calma a cada dia e a mente não obedece sempre. Atolada em pensamentos de tudo que é tipo, segue sem um rumo certo, mas traz sempre lembranças daquilo que não existe mais. Aquela parte se foi e aprendo que mesmo estando frente ao rio, ele não é mais o mesmo. Mesmo tendo as mesmas margens, a mesma cor da água, os mesmos peixes e lendas escondidas nele. Sua essência, suas águas já estão passadas e não posso me atrever a atravessá-lo. A força da água tomou força maior. Apesar das braçadas mais fortes, vou ser carregado rio abaixo se tentar atravessá-lo. O que me resta, é seguir rio abaixo e tentar achar uma ponte para transpor as águas sem tocá-las.
Encontrei!
Ponte feita de cristal. Forte como um cristal, mas em compensação, translúcida e me permite enxergar o rio enquanto atravesso. Ao dar uns 4 ou 5 passos na ponte, ouço um barulho bem forte atrás de mim. Na verdade, foi imaginação, mas é tão real que posso ver duas portas de ferro se fechando e travas passando de um lado a outro num ballet prisional que me impede de voltar e olhar pra trás. A cada passo dado, o cristal atrás de mim, torna-se carvão e não posso ver a parte do rio que deixei pra trás. Mas ainda estou acima do rio e posso ver boa parte do rio, quase sua nascente pra ser mais exato.
Do outro lado da ponte, vejo portas abertas... e meus passos seguem em direção a elas.
O texto não acabou, mas o ar tá difícil de respirar aqui, então acho melhor parar e concentrar-me nos passos.
Quando chegar ao outro lado, mando notícias.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Dez segundos
Foi só eu acordar pra perceber
que você nao estava aqui
Foi só eu levantar pra descobrir
Eu já nao tinha aonde ir
cadê você?
foi só eu precisar de um minuto que era meu
pra você se distrair
Foi só eu confessar tudo que eu já neguei
pra você se despedir
cadê você?
só agora eu descobri
Dez motivos pra sorrir,
Dez minutos pra me achar e
Dez segundos pra te ouvir
Cadê você ? felicidade, cadê você?
Transmissor
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Sobre as sardas

Talvez aquelas sardas sejam a solução pros meus desencontros de pensamentos.
Hoje me peguei velando seu rosto e aquelas pintas vermelhas formavam um mapa do que poderia ser um caminho tão fácil a trilhar...
- Ele: Mas não podemos nos permitir. Ao menos não agora
-Ela: Na verdade nem existe nós! Apenas você imaginando um possível futuro...
-Ele: Mas é que é tão bom imaginar seu sorriso alinhado ao meu. Posso ser cafona, brega, sei lá... Mas... consigo imaginar fotos nossas em momentos tão gostosos. Só a lembrança desse possível futuro hoje proibido, já me traz alegria! Imagino seu sorriso e seus olhos brilhando olhando pra mim... Fotografo esse pensamento e fico assustado como isso me encanta.
- Ela: Você tá maluco? O que deu em você? A gente sempre se deu tão bem mantendo essa distância sadia! Porque tá falando essas coisas? Acho melhor eu ir embora
- Ele: Na verdade, é isso que eu quero mesmo...
- Ela: Que eu vá embora?
- Ele: Sim, que você vá embora com esse jeito de quem vai pensar nisso talvez não só nos próximos minutos. Minha missão de hoje tá cumprida. Tomei seu pensamento e por uns segundos posso apostar que você pensou em um possível “nós”!
-Ela: Tchau Ele. Se cuida
Ele sorri, mas se sente inseguro por dentro.
Na verdade, nem ele acredita no que aconteceu.
Só sabe que da próxima vez que encontrar aquelas sardas... vai atravessar a rua!
No playlist: Bases de gravação da Nevemarço.
"São farsas demais e o meu tempo grita segredos dentro de mim"
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Fragmentos I
André Dahmer
" Sentir dá trabalho e trabalho acarreta uma série de responsabilidades. Responsabilidade é chato demais e não aquece seus pés nos dias frios. ..."
Fernanda Mello
"Eu me apaixono por nada, por bobagem. Posso dedicar minha insônia a uma pálpebra feminina. Confundo a irritação dos olhos como uma mensagem. E tentarei explicar os gestos subseqüentes dela como uma articulação premeditada para me conquistar"
Fabrício Carpinejar
E assim busco saídas.
As respostas não querem ser encontradas. Devo aprender a respeitá-las e deixá-las de lado de uma vez por todas.
Vamos deixar a busca pelo porque de tudo para os físicos e matemáticos. Sem sentimentos deve ser mais fácil encontrar respostas.
Lucas Freitas
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Dia 5 em 5 atos

1 – O pé esquerdo
Acordei colocando o pé esquerdo no chão e já achando que isso era um mau sinal. Após cumprir a rotina matinal, incluindo algumas canções no violão, que quase me fazem perder a hora, me encaminho para porta e lá fora encarar o mundo novamente.
Abro a porta / passo /fecho a porta
1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11 passos contados até o portão
Ao passar, me vejo dando o primeiro passo com o pé esquerdo novamente. Mas antes de conseguir pensar que tudo daria errado novamente, meus ouvidos são somados por uma risada gostosa de um bebê, que na imaturidade dos seus 10 meses, me fez perceber e entender que começar com o pé esquerdo não influencia em nada como será meu dia. Meu priminho começa sua primeira caminhada (ainda cambaleante) com seu pé esquerdo. Um mega sorriso no rosto e vem pros meus braços como se entendesse que eu precisava daquilo. Como se não bastasse, me fez ficar de pé e ao mesmo tempo que usava meu dedo como apoio, me puxava pra dar um passeio do outro lado da rua e depois voltar pra casa. Apontou pro carro e falava comigo em seu dialeto “bebéio”. Demorei um pouco a entender, mas abri a porta. Olhou pra mim, sorriu e estivou o bracinho pedindo pra que eu entrasse no carro.
Entrei
Ele ainda não sabe dar tchau, então, ao voltar pro colo da vó, bateu palmas no lugar de acenar com as mãos.
Ficou me encarando sorrindo até eu dar a partida e sair de casa.
Saí, sorrindo pegando emprestado um pouco da vontade de viver que esse pequeno tem de sobra.
2 – Irmão, vem me buscar?
Bem... não foi bem assim. O pedido foi feito a mãe.
Mas não adianta, apesar de não sermos gêmeos, senti a necessidade de ir até meu anjo mais novo. E fui.
Cheguei na escola, deixei que entrasse no carro e impedi que a mãe o questionasse sobre o ocorrido na saída.
Imaginei várias possibilidades, mas tinha a certeza de que ele sentia-se ameaçado de alguma forma. E me peguei imaginando várias situações do meu irmão sendo cercado por “trocentos” outros caras. E percebi que, por esse cara, eu me transformaria num Power ranger e venceria as forças do mal 3 vezes usando só uma das mãos.
3 – Dermatologista
Fui ao médico hoje. E descobri que a consulta estava marcada pra ontem. ANIMAL MESMO!
Remarquei a consulta pra daqui 1 mês.
4 – Barraco no sinal
Ao sair do consultório, caminhei um pouco pela cidade ouvindo músicas no modo aleatório do celular e imaginando que o eu avistava como o vídeo clipe das músicas que tocavam. Impressionante foi como a música casou com a cena que presenciei do outro lado da rua que estava para atravessar. Aguardando o sinal abrir, encontrei um casal do outro lado da rua. Ela gesticulava super nervosa e falava alto. O som dos carros passando não me deixava ouvir a conversa. Ele, calado, olhava pra frente e a IGNORAVA solenemente. Duas mulheres que conversavam ao meu lado ficaram revoltadas com atitude do cara e uma disse a outra aquela velha máxima: “Homens são todos iguais mesmo! Olha lá! Finge que nem é com ele...”
O sinal fechou pros carros e confesso ter dado alguns passos largos pra chegar mais perto e ouvir a conversa.
O que aconteceu foi o seguinte...
A mulher não conhecia o cara!
Ficou mais estranha a história?
Não...
Ninguém percebeu, mas no meio da conversa o cara deu uns passos pro lado tentando afastar-se dela. Enquanto eu e os outros espectadores achávamos que ele teria feito isso pra evitar ouvir ladainhas da mulher, na verdade ele estava incomodado com a mulher, DESCONHECIDA por ele. Ela falava ao celular e ninguém percebeu o fone de ouvido que ela usava. Olhei pro lado e as duas mulheres que conversavam devolveram minhas risadas.
Perguntei: - Vocês também acharam que eles...?
Elas: - É, pensamos que eles também...
E depois dessa conversa longa e com total sentido, elas foram pra um lado e eu pro outro.
5 – Porta emperrada
Estudando na sala de casa, fui abordado pela minha mãe com uma problemática mííííítica pra resolver. A porta da cozinha não abria de jeito algum!
Forte, como todos sabem, me levantei corajoso, muito macho e determinado. Fui até a porta e decidi usar a mente e não a força pois não preciso provar que sou forte. Olhei do lado de dentro. Examinei cada brecha e... nada. Olhei pelo lado de fora... nada.
- Mãe! Vou ter que usar a força... Afaste-se da porta!
E num ato heróico, lancei-me contra a porta com 30% da minha força.
A porta nem se moveu
Usei então 70% da minha força...
- Mãe! Tira a pia da frente da porta porque devo atravessar com tudo...
A porta nem se moveu, mas a cachorra latiu! Já era um sinal!
Usei 100% da força e o que consegui foi deslocar meu cérebro e fazer com que ele desse 3 piruetas e meia da minha cabeça. Tá doendo até agora.
Então, parei de graça, peguei uma chave de fenda e com o mínimo de força, consegui abrir a maldita porta. Inteligência master...
A moral de todas as histórias?
Vida que segue.
Amanhã tenho que encontrar meu priminho novamente.
Estar preparado pra salvar o mundo do meu irmão com meu megazord.
Tenho médico marcado mês que vem
Aquele cara que ficou ouvindo gritos e foi julgado erroneamente no sinal vai precisar de terapia. Preciso indicar alguns telefones.
E a porta da cozinha vai emperrar novamente. Assim como minha vontade de viver. E assim como na porta da cozinha, não adianta me jogar sem pensar contra isso. Bastam pequenas ações pra que a porta fique livre novamente para que minha vida siga livre novamente.
Você, que leu até aqui, é uma das minhas ferramentas. Qual gostaria de ser e porque?
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Dia 4 em 4 linhas
Já passou da hora de ser demonstrada...
Muita coisa já passou da hora.
Talvez a minha hora já tenha passado.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Dia 3 em 3 atos

Hoje foi um dia de testes no laboratório.
O Cientista louco, do alto de sua sapiência resolveu testar sua cobaia mais uma vez.
Na verdade, testou diversas vezes, incansavelmente, até a exaustão física e mental. Os experimentos apontaram resistência, mas os resultados ainda são ínfimos perante o esperado.
2º Ato

Mas o que importa mesmo, é achar conforto em palavras que não sei como descrever. Mas de diferentes formas e oriundas de diferentes pessoas, de diferentes lugares, em diferentes situações, essas palavras encontram lugar pra morar no meio do temporal.
Pode pegar a chave da casa, está embaixo do tapete. Meus guardiões conhecem quem é de bem e quem me quer bem, portanto, não será difícil se aproximar e adentrar esses muros que agora estão altos demais.
3º Ato

Só aviso que, dentro do castelo, as coisas mudaram um pouco de lugar. Mas num salão, um pouco escondido agora, confesso, estão guardados os tesouros de um cavaleiro antigo, que vagava por estepes em busca de outros reinos. Lá, estão memórias e bons sentimentos de lugares que visitou, pessoas que conheceu e os reinos propriamente ditos.
Sejam bem-vindos, os jogos estão para recomeçar.
Tomem seus lugares e apreciem o show.
domingo, 2 de outubro de 2011
Piscar de olhos

É como se eu perdesse o direito de ser feliz.
(Ser diferente de estar)
Dizem encontrar em mim tranqüilidade, mas não reconheço essa pessoa que me habita agora.
Caio F. de Abreu diz:
“Sei que dá vontade de abrir um zíper nas costas e sair do corpo porque dentro da gente, nesse momento, não é um bom lugar para se estar.”

Tudo parecia tão natural quanto piscar os olhos. De repente, desaprendi a piscar e agora meus olhos ardem por passar, atônitos, muito tempo abertos.
“Me deixa esquecer teu nome”
Transmissor
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Não brinque comigo!

Não brinque comigo
Tudo foi brincadeira, tudo o que falamos, tudo o que imaginamos, tudo o que faríamos se não fosse uma brincadeira.
Quando eu disse que podia, quando eu disse que queria, quando eu disse o que sentia por você. Foi brincadeira seus braços estendidos como se fossem fechar em mim, minha doação de pernas pela sua linguagem, quando avisei que os pássaros morreram no mesmo dia nas gaiolas da janela e que o silêncio era agora insuportável, porque o silêncio lembrava o que ele substituiu.
Tudo foi brincadeira, um homem aceita que é brincadeira, mente que é brincadeira, porque a mulher perguntou se ele estava falando sério, a mulher desacreditou dele no exato momento em que ele mais acreditava, no momento em que ele treinava o sopro, no momento em que iria expor que a amava, no momento em que ele reaprendia a confiar.
Antes de levar o fora, o homem dá o fora em si.
Tudo foi brincadeira, o homem vai esclarecer, o homem vai se arrepender, o homem vai disfarçar para se proteger, para não se diminuir, fechará a mão com o alpiste dentro, com a carta latejando dentro e ninguém mais decifrará a sua letra.
Fracassará mais uma vez em sua esperança.
Ficará mais uma vez com sua reputação.
Ele aceitará o riso a contragosto, voltará atrás como quem é flagrado roubando a mãe.
Ela dirá: ainda bem.
Ele dirá: não tinha como ser verdade.
Ela vai confessar que levou um susto.
Ele pedirá desculpa pelo mal-entendido.
Ela vai suspirar de alívio com o engano.
Ele vai fingir que não pensava diferente.
Ela vai afirmar que só o enxerga como amigo.
Isso vai doer nele, vai doer nele não ser o homem certo para ela e tentará não mostrar que está sangrando.
Seguirá caminhando com a cabeça erguida até o fim da cicatriz, até que o joelho de sua boca canse de sangrar o mesmo sangue.
Tudo foi brincadeira porque ela zombou da possibilidade do amor e ele se acovardou e calçou novamente os sapatos e se viu nu enquanto ela ia e recolheu os cabelos que cresciam de seus cílios.
Tudo foi brincadeira, o pescoço de hortelã, as infâncias sentadas no portão de ferro controlando a cor dos carros, a fome esquecida para ficar mais tempo juntos.
Tudo foi brincadeira, as confissões, a cumplicidade, a intimidade.
O período em que fiavam seus segredos, que se confessaram como nunca antes, que se planejaram como noivos, que se abriram como amantes.
Tudo foi brincadeira, tudo será sempre uma brincadeira sádica, uma brincadeira cruel, quando apenas um dos dois estiver amando.
Texto extraído do livro: Canalha! Fabrício Carpinejar
Lindo livro, lindas crônicas.
Dica antiga de uma amiga distante e que prometeu me dar este livro mas... demorou tanto que comprei né?! ¬¬
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Teatro dos Lucas
Começa assim uma das minhas músicas favoritas de uma das minhas bandas favoritas. E começam assim alguns pensamentos meus. Escassos, confesso que estes estão se tornando. Tenho conseguido agradar meus dias, tardes e noites com momentos bem diferenciados. Sozinho, com meus irmãos ou entre amigos, velhos e novos. O pensamento muda e aprendo que o tempo passa e não volta. Aos poucos aceito e projeto um futuro melhor nos próximos minutos.
Na certeza de que terei dúvidas novas ao acordar, vou dormir tranqüilo incerto de que terei resposta pra essas dúvidas, mas certo de que sou capaz de seguir tranqüilo. Levando a vida tranqüilo. Sem medo da morte , sem medo do mundo... (Acho que isso dá música... RS)
Que assim seja!
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Agora acabou
Se eu peco mais
É por me sentir livre como um sol
Me arde, mas esquento assim o mesmo lençol
Aprendi que o pra sempre nunca é eterno
E que o inverno é uma estação comum
Sorrisos brotam por trás da máscara de ferro
Espero e esmero pra não ser tão só mais um
E se o desfecho da história tardar em chegar
Enrola o enredo e faz do conto um romance
Escrevo páginas, páginas e tenho páginas a apagar
Não jogo tudo fora, reconstruo o agora
Será melhor do que o antes
Se eu perco mais
Me vejo assim: num lago, um anzol
Não me encontro mais
E o que senti acaba em sol bemol
O som das cordas traz sempre uma motivação
Motiva a ação de melhorar um coração
Focar em toda certeza que me faz crer
Fé que nos move e nos faz crescer
E se o desfecho da história tardar em chegar
Enrola o enredo e faz do conto um romance
Escrevo páginas, páginas e tenho páginas a apagar
Não jogo tudo fora, reconstruo o agora
Será melhor do que o antes
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Reconstruir
Manter calado o que se grita aos quatro ventos. Vontade de deixar meu sentimento ao relento, pois nenhum dos quatro ventos é confiável. Não o suficiente pra opinar algo palpável. Na verdade, eu é quem tenho que findar minha trilha, ser o último a apagar a luz, talvez voltar a minha antiga matilha. Na verdade, eu quero é voltar atrás... e tentar, tentar, tentar e tentar mais umas vezes. Sei que vou me machucar... mas os sorrisos... Sei que vou me machucar... mas esses olhos... Sei que já to machucado, mas foi tudo tão bom. Tudo tão real, tudo sempre ao alcance das mãos. Mesmo à quilômetros de distância, até hoje posso sentir sua presença.
Meu desejo era ter aquela máquina dos homens de preto, que apaga a memória das pessoas e permite remodelar sua vida. Usaria comigo mesmo. Não pra esquecer, o que eu queria na verdade, era sumir com isso tudo e me permitir passar por tudo novamente. Desde aquele cookie que eu não comi.
Sei lá, só precisava falar um pouco. Talvez não mude nada. Eu quero que mude. Talvez até com força demais. Quebrei promessas feitas frente ao espelho. Que se dane, o orgulho já foi ao chão e voltou. Sempre digo que não quero muita coisa, que quero algo simples. Aprendi que é simples pra mim, complexo pros demais. Hora de reconstruir isso aqui. Varrer a poeira pra fora de casa e arrumar meu quarto. Com a poeira vai embora todo esse sentimento ruim. E do meu quarto, não quero que saia nada. Mesmo que tirem tudo, só as paredes já me traram lembranças tão boas que sou capaz de limpar minha alma.
Desejo com todas as forças. Você sabe o que.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Aos Raros (Por Kátia Siqueira)
Sintam a doce gargalhada dada em conjunto dos "micos" que já fizeram.
Deixem descer pela garganta o amargo de um ressentimento, que na palavra diz que é repetido, mas na verdade, desce no gole da desculpa pedida em um olhar da pessoa que o fez tragar.
Bebam o pensamento salgado, do vento daquele luau
Mastiguem, lentamente, as palavras de ânimo que falarão para aquela pessoa que está precisando e "gorfem" grupalmente em cima dela.
Não deixem passar nenhum prato de sonho, bombocado, beijinho de coco; olho de sogra pode.
Deixem a digestão desta amizade, tão gostosa, acontecer vagarosamente, com toda "madorna" que se tem direito e com gases de lembranças.
E assim toda energia boa vai para o sangue, que será carregada pelo resto da vida.
Uma amizade assim nunca será eliminada.
E fico feliz por meu filho fazer parte deste tempero.
Bom apetite!
Kátia Siqueira
***Depois de terminar a janta, com necessidade de escrever isto para vocês.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Ela e eu
Em qualquer música, qualquer lugar, nosso lar
Me ajuda a criar
Descobri que te amava na primeira lágrima que derramei com sua ausência
E esse pranto insiste em cair
E sorrisos bobos insistem em abrir
Descobri querer teu corpo e esse jeito torto de fazer sorrir
E de tomar teu corpo
Não me esconda o rosto ao se envergonhar
Porque essa é pra ti
E eu lembro do seu beijo
Lembro dele em flashes, novelas, bilhetes, conversas
Lembro do calor da noite, ficar em torpor com teus beijos, teus braços, desejo
E anciar tua vinda nua era o que eu mais queria
Descobri querer ser teu quando senti pela primeira vez o meu dia sorrir
E fico na espera da noite chegar
Te deitar no colo
E cantar pra você dormir
E eu lembro do seu beijo
Lembro dele em flashes, novelas, bilhetes, conversas
Lembro do calor da noite, ficar em torpor com teus beijos, teus braços, desejo
E anciar tua vida crua era o que eu mais queria
E por puro ócio me perdi
E no vício encontrei a saída
E por "Puro Osso", sorri
E no fim, ela me dá forças pra continuar na lida
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Faz sentido pra nós
pra qualquer pessoa que tenta me enxergar
além do escudo tímido sou outro
cara que sonha alguém pra olhar
Toda vez que sofro
toda vez que sorrir
toda vez que me mordo
inibindo um sorrir
como nos sonhos posso voar
até você o mundo girou até me levar
pra tão longe de casa
pra tão perto de mim
loucura seria deixar nossa história não acontecer assim
Fúnebre comédia tornou-se romântica
e lembrando dos meus jogos de infância
sem perceber toquei você
sem coragem de me mover
sinto nervoso doer
a vontade de me ver
preso aos teus lábios em meio a tanta gente
fugi do mundo e só nós dois em mente
vampira sugou meu medo e fez
com que me doa-se como em primeira vez
em seu colo descanso
em teu beijo anseio
tomar seu corpo e no meio
em torpor sentir amor e sorrir como vencedor
ao ver teus olhos brilharem espelhando os meus
lembrando da bobagem em resistir te amar e ser teu.
É minha margarina, às vezes as coisas só fazem sentido pra nós dois
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Aos raros
Colocando um pouco de cor no meu ar
Uma trupe de estranhos tomou minha memória
Eu seguia em busca de algo que não há
Tudo em paz lá em casa, coração tranquilo
Em cada esquina encontro amigo
Noites memoráveis, shows, rodas e bares
Nunca imaginava ver você chegar
Tocando minha vida de forma diferente
E através da rede encontrando gente
Novas sensações, grandes gargalhadas
Com vocês por perto não me falta nada
Se acaso hoje for meu último dia
Quero ter vocês como compania
Quero abraço apertado, beijo estalado
Pingo de leite e céu enluarado
Tanta coisa nova, tanto riso froxo
Insetos, bebidas, uma fada de roxo
Cupins de uma mobília
Minha nuvem na lira
Só com você sorrindo é que meu mundo gira
São versos simples aos raros
domingo, 16 de maio de 2010
Dia 2
E um simples cheiro, passa a exalar perfumes tão suaves quanto viciantes
E a pele antes tocada apenas em simples cumprimentos, agora torna-se desejada. A ânsia de tocá-la me faz pensar nisso durante momentos sem sentidos como numa pausa no trabalho. Em meio a questões de provas acadêmicas.
Não sonho. Ou melhor, sonho. Mas não sonho com romances ou outros tolos devaneios. Sonho com momentos felizes que já ocorreram e nos sonhos, posso dar prosseguimento.
Talvez signifique amadurecimento. Talvez eu esteja querendo me enganar.
A certeza? Nunca tive. Deixo isso pra quem sabe do futuro.
Alguém aí arrisca?
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Meu caminho eu quem faço
Posso mudar meu mundo esperando o sinal fechar.
domingo, 7 de junho de 2009
Volta

Tudo que quero diante de mim
desejo mas não tenho fé
em mim acredito que não tenha fim
tentar ser um cara qualquer
creio em deuses, demônios e anjos
fadas duendes, saci-pererê
mas crer em mim é um conto de fadas
de um cara com um bem querer
tudo que almejo não posso alcançar
sou eu inimigo, crime particular
despenco e sem asas eu tento voar
não sabia quão alto era o décimo andar
se começar a pensar mais em mim
posso essa rota mudar
sentir a brisa, tantas chances já perdidas
eu posso voar
me ajuda a fugir de mim
solidão tem fim
Desaprendi o tamanho do mar
Navego e sonho as estrelas guiar
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Começa com rima e depois tem historinha... rs

Foi um dia legal
Talvez tenha razão
Nada termina mal
Esteja voando ou com os pés no chão
Meu maior amigo ou inimigo é meu astral
Novos sons invadem a pasta
Ouço cada como se fosse a primeira
Frio na barriga a cada acorde
Mesmo quando espero que venha o cara do Leão do Norte
One man band
Surf music is in my hand
O som da gaita sempre traz motivação
Motiva a ação de melhorar um coração
Puro ou sujo, tanto faz, o lance é nunca deixar cair
Só se for num poço de felicidade
Deve existir e pra sair de lá...
Ah, nem quero tentar
Nesse eu quero é me afogar
Focar em toda certeza que me faz crer
Fé que nos move e faz crescer
No peito, a sensação do dever cumprido
Comprido foi mais um dia
O amanhã chegou há 6 minutos
Nada desse papo que o sol tá vindo... tudo mentira
faltam algumas horas e até lá já estarei dormindo! Serei o primeiro poeta que dorme a noite e que hoje não quer falar da lua ou do nascer do sol!
Quero só lembrar do que passou pela minha frente
Sorrisos, imagens belas, belas...
Casais apaixonados, crianças com seus novos presentes, uma turminha que está saindo infância e se acha o máximo por ir ao shopping sozinhos! Fala sério.. eu lembro.. é muito bom se sentir "independente"! rs
Um abraço carinhoso do irmão e uma frase bem especial que não vai sair da minha cabeça nunca!
É galera... eu to vencendo... e quero todos vocês comigo!
Obrigado por mais um dia Papai do Céu!
E obrigado a você por me dar 5 minutos de atenção em ter lido até aqui!
Good vibes to you
segunda-feira, 23 de março de 2009
hoje
Desejo tocar seu corpo. Desejo beijar-te até meus lábios ficarem saciados. O problema é que talvez eu não fique saciado nunca, pois teu cheiro... desejo que me inebrie e a vontade de ficar junto a ti seja tanta, que não me importe o tempo, não me importe o espaço, não me importem opiniões alheias. Só me importe você. E eu. E nós. Como um.
Mas como pode isso? Eu nunca te toquei! Eu nunca te vi, mas ao dobrar uma esquina da minha vida, encontrei você e entrei numa viagem que me leva a sentimentos ainda não conhecidos pelo homem. Algo tão forte quanto... quanto bala de tamarindo na boca de quem não está acostumado! RS
Com você consigo fazer brincadeiras mesmo em momentos que estou triste... pensativo. Você me faz sorrir.
Não tenho mais lembrado dos meus sonhos ao acordar e isso tem me deixado meio pensativo. Neles eu me encontrava contigo e sua pele... nunca vou esquecer dessa sensação louca e tão gostosa de sentir.
Quando te encontrar, não sei o que vai acontecer... Só quero ver teu sorriso e tudo se tornará mais fácil. Minha timidez vai embora, nada ao meu redor vai tomar um pingo da minha atenção. Aposto com qualquer um que será a imagem mais bela que já vi. Existem outras imagens que podem ser mais belas que esta, mas essas, compartilharei contigo ao pé do ouvido, deitado numa rede, numa casinha... num fim de mundo... com um cachorro correndo no gramado enquanto uma chuva fina cai, refrescando o tempo.
Eu te espero minha pequena...
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Texto sem pé nem cabeça....

Pra ser Miss, o principal quesito é a inteligência!
É um absurdo o julgamento que fazem dessas moças!
Dizem que são burras, que só buscam um casamento milionário e que só tem aparência.
Vou confessar algo logo agora! Mexeu com uma Miss, mexeu comigo!
Sabem o trabalho que dá ficar que nem uma barbie por horas a fio?!
Sabem o quão árdua é a tarefa de aprender a fazer tudo, eu disse TUDO, em cima de um par de sapatos de salto alto?!
E o que muitos comentam ser clichê, com relação a leitura favorita... Grande maioria responde: “O pequeno príncipe”.
Antes de criticar as moças, me respondam com sinceridade. Quantos de vocês entenderam esse livro?!
Duvido que 1/3 dos leitores entenderam metade sequer do que este livro quer passar. Não me excluo deste grupo! Ainda não consigo definir o que pode significar um pirralho (loiro de olhos azuis, sempre!) que, com uma vara de caçar borboletas sai por aí pegando carona em cometas! Sinceramente, é muito pra minha cabeça!
Sempre preferi ler coisas do tipo... “Menino maluquinho”, lenda do folclore brasileiro como “João de barro”, “O Negrinho do Pastoreio”, etc...
É muito mais fácil para uma criança, ou até mesmo um adulto, divagar sobre esses contos do que explicar “O Pequeno Príncipe”.
Mentes cabulosas têm essa moças!
Creio que não consiga manter um papo com elas.
Em 2º lugar entre os livros preferidos delas, está “Alice no país das maravilhas”. Este em especial, não defendo em hipótese alguma! No mínimo o autor deveria estar sob efeito de algum alucinógeno quando escreveu aquilo!
Essa parada de mulher encolher, encontrar coelho falando e guardas em forma de carta já é coisa de “Santo-daime”.
Então ta bom!
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Ô vidinha de por quês...rs
Mas por que ser diferente, dando as costas pro mundo que me faz ser quem sou agora?
O momento é importante, o destino é nosso mas por quê as coisas às vezes dão errado?
Por que deixar o orgulho oprimir a paixão e apagar a chama do amor?
Por que me servir de solidão se os sentimentos e a realidade batem a minha porta constantemente?
E me perco e não sei por quê?
As pessoas gostam de mim mais por quê me sinto solitária?
meus versos estão sem alma e meu coração ja não palpita mais com aquela emoção de antes.
Os por ques em meu pensamento acabam por me deixar confusa, saio pelas ruas caminhando me procurando mas a cada passo eu fico mais distante de quem eu realmente sou.
Eu me perco em mil perguntas sem respostas e me vejo escrevendo certos versos como se fosse o meu diário onde só eu entendo. E cada frase taz uma lembrança, cada lembrança um sentimento que se aproxima da mulher que sou.
Por que a gente envelhece?
Vive a vida num segundo e quando percebe vê que o tempo passou e ninguém viu?!
Louca essa minha vida cheia de por quês e de poucas respostas que anseio em encontrar dia após dia.
Será que eu vim pra mudar o mundo?rs
Não, claro que não!
Prefiro me considerar uma comediante num palco que faz todos sorrirem, traz paz de espírito me faz estar bem com as pessoas e me faz sentir mais perto de mim.
Por que sou assim?
Os "por quês e os poréns" confundem minha cabeça mais eu acredito que meu coração sempre me guiará nas escolhas certas e eu irei encontrar minhas respostas pelos caminhos que me aventurar a percorrer, pois eu arriscarei me presentear com o melhor sempre.
Física de nós
Tua voz ecoa por entre os meios do meu coração e meu amor ascendeu, superando as leis da gravidade, que nos prende a cruel realidade da distância.
Tua doce lembrança se repete em minha memória como um pêndulo que se balança no infinito num indo e vindo que não permite esquecer-te.
Teu corpo se projeta sobre minha alma e, na soma de nossos vetores nos tornamos um, sinto tua falta, ausência de nossos momentos, tenho saudade inclusive de nossos pequenos atritos, tão tolos, tão bobos, por simples teimosia mais que deixaram um gosto de quero mais.
Eu acho que me prendi na inércia da minha vida e com teu adeus tudo se torna diferente, tornamos rumos opostos, sinais que se confrontam sem chance de sermos atraídos por isso...
Metafísica da minha moda!
Teu véu se interpõe entre ti e teu corpo.
É a grade do meu cárcere.
Tuas luvas macias ao tato, fazem crescer a nostalgia das mãos,
que não receberam aquele anel no altar.
É uma desforra sobre a natureza.
Minhas jóias, meus perfumes e meus anseios, são necessários a ti e a ordem do mundo,
assim como o pão ao faminto...
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Depressivos são felizes!

Eu tenho depressão aguda!
Tô triste e não preciso da tua ajuda
Não to com dor de corno
e nem perdi ninguém
Só quero estar triste, por mim e por mais ninguém
É bom estar triste
ou... "fazer cú doce", viste?
Aparece uma porrada de gente
e eu fingindo dor de dente
consigo mais atenção que um mural
e digo foda-se pra minha moral
Depressivos são felizes assim!
Bem ou mal, replay, tim-tim por tim-tim
Que rima podre!
Não sei fazer nada mesmo
Não sou nada! Nem ninguém!
Não perdi nada! Nem ninguém!
Só quero ser triste!
Não gostou?!
Procure-me em outrem!!!
kkkkkk
foi ridículo isso! Admito, mas foi o que saiu na hora do intervalo da aula de Matemática financeira!
Um abraço pra quem tá lendo!
Obrigado pela visita!
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
terça-feira, 26 de agosto de 2008
APRENDIZADO!
Desaprendi a rezar a dar nó do cadarço do tênis.
Na rua, falo a estranhos ofegantes que desaprendi a ter vergonha.
Desaprendi o tamanho do mar, mergulho de cabeça e desaprendo o mundo.
Desde o homem com o rei na barriga, até o mendigo que ri no asfalto.
Desaprendo a todos,
Seus olhos, suas mãos e seus sobrenomes.
Desaprendo o gosto amargo da fumaça dos carros,
o doce do pudim de leite e até o sal do suor que foge pra boca.
Comigo trago livros, muitos livros, livros tristes
e sentada na beira da minha cama,
com a luz apagada
Posso constatar que assim;
Eu aprendo a chorar de alegria.
Primeiro texto!
Em um dia qualquer, um dia desses repletos de carnificina e torturas, um dia em que ainda estaremos nos humilhando para conseguir um pouco de respeito, nesse dia nos revoltaremos e essa humilhação vai acabar.
Coitados de nós seres humanos!
Sempre tão ocupados com tudo, tão preocupados com qualquer coisa; nem percebemos o quão fúteis estamos nos tornando.
Tudo tão bonito, perdido...
É tarde pra voltar atrás. O sacrifício está feito. Os espíritos das almas perdidas nos atormentarão pra sempre. Mesmo se desistirmos de lutar e levantarmos a bandeira branca, estaremos sempre lutando.
Hoje,
Me chamou por 3 vezes minha consciência mais eu também só atendi quando precisei.
Agora estou perdida em alguma inconsciência minha, em alguma inconsequência minha.
Minha imaturidade me prejudicou.
É tão triste querer algo que não se pode ter.
Eu queria ter paz,
Eu queria ser imortal a
Eu queria ser completamente normal.
Mais não posso;
Então,
Rezo por alguém que está no corredor da morte,
Rezo por alguém que necessita de um pouco de sorte.
E por enquanto é só!
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Na foto?! Pearl Jam!!! FODA!!!

Cantar. Me expressar através de canções é tudo o que eu mais quero.
Quem me dera poder viver de música...
Beber música, comer música, gozar música... e até mesmo... cagar música!
(Impressionante como uma simples palavra pode destruir um verso... rsrs - neto, essa foi pra ti! rs)
Hoje, vivo na expectativa pelo próximo ensaio e pelos próximos shows. Isso é meu zahir atualmente. Tudo que eu faço, faço pensando em música. Cada segundo dos meus dias passam mais lentos quando penso no meu momento com os agudos, graves, distorções e a maldita microfonia. Talvez seja por ansiedade, mas por tédio nunca.
Não sou muito de falr de morte, mas na hora da minha, quero estar tocando! Nem que seja soprando um apito, mas que seja no meio dos meus amigos, diga-se de passagem.
Durante os momentos com o violão e a guitarra, principalmente quando sozinho em meu quarto, tudo some.
Naqueles momentos, só eu penso em... nada... e tudo, ao mesmo tempo. Confesso que fico emocionado. Não, não é viadagem seus escrotos.
"e o mundo é perfeito"
Foi mal, mas a frase encaixou-se exatamente como eu precisava! Como Anitelli disse: "sonho parece verdade quando a gente esquece de acordar..."
As vezes fecho os olhos e me vejo tocando num palco, com meus amigos, em cima do palco e também na platéia e aí... ah... o mundo é perfeito!
Cada letra representa uma fase, momento, pessoa ou sentimento em minha vida. E cada nota de cada música que acompanham as letras me lembram objetos, gestos, lágrimas, mas os sorrisos prevalecem.
Ao meu pai e ao meu irmão... um espelho
Para minha mãe... um all star
Para minha irmã... um tal de tião
Para meus irmãos... as trilhas que embalam a galera em torno de uma torta americana de maçã!
Aos meus amigos... "palavras repetidas, mas quais são as palavras que nunca são ditas?!"
E para mim... guardo todas!!!
domingo, 17 de agosto de 2008
O que quero entender

Um mamute, ainda filhote, observou os outros de sua manada em suas diversas atividades.
Alguns ficavam sempre próximos, uns aos outros, ajudando e recebendo ajuda. Outros, preferiam o silêncio e a solidão.
Estes que ficavam sozinhos, eram taxados de excluídos sociais. Ninguém os entendia muito bem, pareciam revoltados com a presença de muitas pessoas por perto. Só gostavam de chegar perto de quem necessitava de ajuda. Não digo ajuda em arrastar um tronco de árvore por exemplo. Ajudavam somente, aqueles que precisavam de um ombro amigo, mas estes, deveriam estar sozinhos também.
Relacionar-se? Somente com um de cada vez e isso ocorria somente de tempos em tempos, pois as vezes até mesmo o líder da manada precisava de palavras daqueles que eram ditos "revoltados".
Um dia, o filhote resolveu se aproximar de um destes "revoltados".
Inexplicávelmente, foi permitida pelo sujeito sua presença ao seu lado desde que, ficasse em silêncio e só falasse quando pergunta-se algo, o que não ocorreu por todas aquelas longas horas que passaram ali, observando os campos apenas, sem trocar palavras.
Vez ou outra, trocavam olhares e sorriam com o canto da boca, bem discretamente, no que parecia uma conversa telepática.
Quando já estava anoitecendo, voltou para o aconchego do quentinho das patas de sua mãe e adormeceu.
No dia seguinte, tornou a presença do agora poderia considerar um amigo.
Os dois fitavam diariamente o céu e notavam as voltas que os campos davam em torno da grande bola de fogo, que sempre percorria aquele campo azul que ficava fora do alcance de suas trombas.
Anos passaram-se e, cada vez mais que o tempo passava, mais tempo os dois passavam na compania um do outro.
A manada começou a se incomodar com aquilo e num ato "desmamuteano", expulsou violentamente o mamute "revoltado", que começava a fazer escola tendo como seu primeiro aluno, o filhote em questão.
Desde o dia da partida do amigo, o agora quase adulto mamute, não pronunciou uma palavra sequer com o resto da manada.
Novamente anos se passaram e pouco a pouco, voltou ao convívio dos outros, mas nunca ninguém sabia o que realmente se passava dentro da cabeça dele.
Cada vez que se enquadrava novamente no grupo, mais sentia-se preso aos seus pensamentos e cada vez fechava-se mais, falando somente o necessário.
Afundado em sua própria prisão, fugiu.
Andou sem rumo por algum tempo que não foi interessante contar, visto que não sabia pra onde ia e o que ia fazer.
Andou até chegar a beira de um penhasco. A vista dali era incrivelmente linda. Um grande vale estendia-se aos seus pés e a bola de fogo estava cortada no meio no horizonte.
Guardava aquele quadro na memória, quando notou que ao seu lado, parou um pequeno ser.
Sem pêlos, andava sobre duas patas, tinha dedos articulares e o que milhões de anos a frente viriam a chamar de, polegar opositor.
A pequena criatura sentou-se ao seu lado abraçando as pernas ficando parecido com uma bola. O queixo, estava encostado nos joelhos e seu olhar parecia tão perdido quanto o dele mesmo.
Inevitavelmente, lembrou-se do seu antigo amigo e sorriu novamente com o canto da boca.
Olhou para o que chamou de homem e este também olhava em sua direção.
Apesar das diferenças entre as duas espécies, apesar das vidas diferentes, apesar dos quilômetros que os separavam, apesar das alegrias, medos, angústias... eram praticamente iguais em sua essência, o que proporcionou novamente uma conversa sem palavras. Talvez a mais longa já vista.
Não se sabe quantos dias ficaram ali, olhando para o vale, sem trocar uma palavra sequer.
Não se sabe pra onde foi o mamute, muito menos, como aquele jovem garoto se tranformou num homem.
Mas o que mais intriga a pequena tribo, é o fato do, agora homem, parar de tempos em tempos em frente ao penhasco e chorar descontroladamente, sorrir, gritar até perder a voz e parecer extremamente desesperado, mas inexplicávelmente voltar ao convívio com as idéias cada vez mais claras, como se fosse outra pessoa.
Todos tentavam entendê-lo, mas nunca ninguém entenderá que aquele choro, aqueles gritos e aqueles sorrisos, eram apenas a conversa dele com seu velho amigo mamute, que do outro lado do vale, gritava, sorria, chorava até afogar-se em lágrimas, ao ver seu amigo.
Não estavam tristes, não estavam desesperados, apenas conversavam.
Palavras?! Não, a via não permitia troca de palavras, mas somente de sentimentos.
Seja lá qual for o destino dos dois, nunca haverá outra conversa como aquela.
O que foi isso?! Esteja livre pra pensar o que quiser.
Para mim tem um significado e para você que está lendo pode ter outro completamente diferente.
Mas o que vale é que alguém terá uma visão quase idêntica a minha deste texto, igual nunca, mas os sentimentos serão os mesmos.
Obrigado por ler até aqui.
Sinta-se abraçado(a).
Meus gritos, são por você e para você.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Capítulo I

Ele abre os olhos assustado procurando identificar o local e entender o que aconteceu depois de seu súbito desmaio há cerca de... na verdade, não sabe a quanto tempo está nesta situação. Só sabe que está livre de amarras ao menos, mas a penumbra no ambiente não deixa as coisas claras o bastante pra definir formas, tamanhos e principalmente se há outros no mesmo ambiente.
Encontra apoio para ambas as mãos e consegue erguer o tronco cautelosamente, mas logo percebe que está no chão e este, está muito frio. Seu corpo nu aceita o frio sem muitos problemas a ponto de causar certa estranheza pois da sua boca, pequenas nuvens de fumaça se esvaem de acordo com sua respiração acelerada.
Tateando o solo, busca algo para se proteger. Seu instinto militar indica que esta é sua necessidade vital no momento, antes mesmo de procurar vestimentas. Aos poucos, com as mãos consegue encontrar uma pequena mureta onde ele pode se apoiar para levantar.
Segue tateando a parede até encontrar um interruptor. Acende. A luz ofusca seus olhos e fica quase cego por alguns segundos, reconhecendo aos poucos o ambiente como uma espécie de laboratório. Reconhece o lugar onde estava deitado e para seu espanto, nota a presença de mais 4 indivíduos na mesma situação em que antes se encontrava, nus e inconscientes. Se esgueira até onde seu corpo estava e encontra uma pequena mochila. Dentro, um passaporte, 10.000,00 dólares, 10.000,00 euros, uma pistola automática 9 mm, um punhal e uma agenda contendo diversos telefones e endereços em diversas cidades em diversos países.
Rapidamente folheia o passaporte para relembrar seu nome, Canish Cotter...
Examina mochilas dos outros indivíduos e nota os mesmo itens para cada um.deles.
Ouve um som de um helicóptero se aproximando e rapidamente se abaixa e encosta na parede a procura de alguma porta, escotilha ou janela para tentar se localizar. No centro do ambiente, há uma escotilha no teto. Canish arrasta um pequeno armário e sobe para ter acesso a escotilha. Através de uma pequena janela da escotilha, ele vê o rosto da doce dama com quem estava jantando momentos antes do desmaio. Ela olha pra ele e dá um sorriso acenando. Canish lê os seus lábios dizendo “-Bye bye baby” e logo em seguida, joga um beijo e fecha a janela.
Canish Reúne suas forças e tenta abrir a escotilha, mas uma dor horrível o faz parar logo após notar suas mãos sujas de sangue. A alavanca que tranca a escotilha por dentro, é repleta de espinhos bem pequeninos.
Passos acima dele entregam movimentação de diversas pessoas. Após alguns instantes nenhum passo mais é ouvido e o local começa a tremer como se estivesse saindo do chão!
Ao que parece, o helicóptero está levantando o “laboratório”.
Com o balançar ele acaba caindo deitado no chão. Vira para o lado e dá de cara com outro par de olhos há menos de meio metro dos seus.
Suas mãos ainda doem mas os cortes parecem estar curando numa velocidade espantosa.
O que aconteceu?!
Quem são essas pessoas?!
Onde ele está?!
Pra onde está indo?!
Um turbilhão de perguntas invadem sua mente mas a principal questão é... o que fazer com o dono dos olhos agora abertos?
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Gestos, objetos e sentidos

Um copo
Gelado
Um corpo
molhado
E quente
a boca
me beija
sedenta
e aberta
a porta
se fecha
sensação
de quase morta
e entorta
e geme
a viola
uma música
pra ela
que senta
e amarra
meu tênis
e levanta
e beija
a foto
o passaporte
e viaja
e foge
pra longe
pensamentos
os meus
buscam
a presença
e ela
existe?
em sonho
a noite
Paris
Amsterdã
Londres
Big Ben
Na hora
Acorda!
Trabalha!
Estuda!
E Passa!
E forma!
Amassa!
E tira
E toca
E toca
E toca...
Ahh...Orgasmo
E Realiza
Um Sonho
Um Palco
Uma Música
E volta
Num ônibus
A bala
E chupa
A boca
A Saudade
Daquela
A Música
Pra ela
Que deita
E beija
Se entrega
E Entrega
A água
Num copo
Gelado
Sobre um corpo suado...
terça-feira, 24 de junho de 2008
Porque Escreves Descuidadamente?

Quem escreve descuidadamente faz, antes de mais, a confissão de que não dá grande valor aos seus pensamentos. Porque o entusiasmo que inspira a persistente resistência necessária para descobrir a forma mais clara, mais eficaz e mais atraente de expressar os nossos pensamentos é gerada simplesmente pela convicção do seu peso e da sua verdade - tal como só utilizamos escrínios de prata ou de ouro para as coisas sagradas ou obras de arte de valor incalculável. Poucos escrevem da mesma forma que um arquitecto constrói, traçando antecipadamente um plano e pensando-o até aos mais ínfimos pormenores. A maioria escreve como joga dominó: as frases ligam-se entre si como as peças de dominó, uma a uma, em parte deliberadamente, em parte por acaso.
Arthur Schopenhauer, in 'Aforismos'
sexta-feira, 20 de junho de 2008
A queda! (Não a de Hittler, mas a minha mesmo)

Ahhh como o amor adolescente é bonito!
Ainda mais quando tem aquela pitada de inocência (o que é raro hoje em dia)
Pois bem...
Nunca fui um cara "pegador", como dizem por aí. Mas sempre tive muitos amigos e amigas. Sempre saímos juntos e sempre nos divertimos.
Numa tentativa desesperada de conquistar a menina que eu gostava na época, esquematizei um lual com os meus amigos numa cidade praiana onde parentes tem casa...
Todos estávamos empolgados e meus amigos torciam por mim! rs
E o lual? como foi?!
UMA MERDA! rs
Eu não sabia tocar violão direito, daí não sabia mais que umas 15 ou 20 músicas bem pela metade! A galera tentou ajudar mas a menina acabou foi dormindo com a minha apresentação...
Resolvemos ir a uma boate pra tentar salvar a noite.
Até que foi legal isso! Curtimos um cado juntos e ela voltou a se animar.
Rolou até uma troca de olhares mas... um dos meus amigos bebeu um pouco além da conta e tivemos que voltar pra casa. E eu com a menina... naaaada.
No dia seguinte, uma última tentativa que até foi por iniciativa dela.
Saiu com minha prima e disse que aguardaria eu e um dos meus amigos na praça pra dar um passeio de bicicleta comigo. Fiquei suuuuuper empolgado!
Emprestei minha bicicleta ao meu amigo e fui na do meu primo, que era mais velhinha.
Antes de chegar a praça fiz um monte de papagaiadas de bicileta... pulei rampas... empinei... dei cavalo de pau... peguei corrimão e tudo o mais.
Mas, quando me dirigia a praça... na ânsia de chegar mais rápido, pedalei com toda a força e pra pegar mais pressão, comecei a pedalar de pé!
Eis então, que meu pé esquerdo escorregou do pedal e foi direto ao chão, formando quase que um freio utilizado pelo Fred Flinstone. O que me jogou ao chão, me fazendo rolar váááárias vezes, tipo aqueles tombos de moto GP.
Meu amigo ficou gargalhando ao invés de me ajudar! Filho da mãe!
Quando levantei, minha roupa estava em frangalhos e a bicicleta toda torta, além do sangue em várias partes do corpo.
Depois de mandar meu amigo a todos os lugares possíveis e impossíveis, continuamos o caminho até a praça, pra avisar as meninas sobre o ocorrido e voltar pra casa, pra tratar dos ferimentos.
Enquanto a gente se aproximava, elas abriam lindos sorrisos como, por azar dessa vez, nenhuma outra mulher sorriu ao menos pra mim desse jeito! Rs
Quando chegamos perto, elas viram a roupa rasgada... os ferimentos e o sangue...
Chegaram a ensaiar um enjôo.
Mais sem graça do que nunca... pedi desculpas por estar daquele jeito e avisei que estava indo pra casa, cuidar dos curativos.
Quando cheguei a casa dos meus parentes, o restante da turma aguardava com expectativa! Então... me viram todo ensangüentado. E o que fizeram?!?!
Como bons amigos... caíram na gargalhada! Rsrs
Fui tratado por minhas tias e voltei pra casa todo enrolado de esparadrapo, parecia uma múmia!
Ou seja... meu fim de semana foi divertido... para os meus amigos! Rs
Pra mim foi trágico e não consegui ficar com a menina.
Nunca mais tive outra chance com ela.
Qualquer pessoa que me conhece, sabe dessa história e cai na gargalhada!
Estive na fuligem, como em muitas outras vezes! Rs
Um abraço a todos e até a próxima!

